segunda-feira, 2 de maio de 2011

A heteronormatividade e a homofobia em tod@s nós: Como se produzem as diferenças?



De uma simples característica a um marcador de diferença. As diversas formas de se vivenciar a sexualidade e as diversas maneiras de se expressar um pertencimento de gênero foram, ao longo da história, deixando de ser vistas e tratadas como características peculiares que diferenciavam os indivíduos entre si e foram se tornando, através de inúmeros artifícios, fundamentos de uma necessária e irrevogável diferença entre esses mesmos indivíduos.
Com a polarização dessas diferenças, quem foi banido - não sem a devida resistência - para o lado negativo consegue, talvez, perceber onde e de que maneiras essa diferenciação atua. Como se tenta reduzir a multiplicidade e a plasticidade do sexo e do gênero a uma unidade e por que meios essa idéia unitária de sexualidade e de gênero é cominada sobre todas e todos nós.
A propósito do Dia Internacional de Combate à Homofobia, o ciclo A heteronormatividade e a homofobia em tod@s nós: Como se produzem as diferenças? traz filmes com diferentes abordagens sobre as (homo)sexualidades e as questões de gênero e oferece a oportunidade de discussão acadêmica e política sobre como a heteronormatividade, ou seja, a heterossexualidade, enquanto modelo impositivo de construção de si e de interação social e sexual, está presente nos processos de produção e interpretação de cultura, leis, ciência e política.
As sessões comentadas buscam, a partir de leituras vindas de diferentes áreas do conhecimento, propiciar um debate crítico sobre as múltiplas facetas da heteronormatividade e da homofobia e descentrar nosso olhar face às variadas formas de reiteração de uma visão de mundo baseada na obrigatoriedade da heterossexualidade e de gêneros binários.
Através do ciclo A heteronormatividade e a homofobia em tod@s nós: como se produzem as diferenças?, o Coletivo LGBT da Universidade Federal do Rio Grande do Sul segue com seu compromisso de tornar o combate às discriminações baseadas em orientação sexual e identidade de gênero parte do quotidiano desta Universidade.
A partir da provocação sobre em que medida reproduzimos ideais heteronormativos, o Coletivo LGBT da UFRGS espera provocar, do mesmo modo, a reflexão política sobre de que maneiras nós também os subvertemos e sobre como devemos agir, a fim de promover uma sociedade livre de homofobia, machismo e outras formas de discriminação.
Todas as sessões são abertas ao público e têm a entrada franca. Confira a programação aqui.


glbtufgrs@gmail.com

2 comentários:

  1. MUITO BOM ESSE MOVIMENTO ARTICULADO COM UMA CONCEITUADA UNIVERSIDADE.
    AQUI EM SAO LEOPOLDO HÁ UMA DISCUSSÃO DESTE TEMA, MAS NAO EM NÍVEL ACADÊMICO. GOSTARIA SE FOSSE POSSÍVEL, FAZER UM CONTATO PARA TRAZERMOS ESTE CICLO DE PALESTRAS E FILMES PARA NOSSA CIDADE. POIS CONSTITUIMOS DESDE O ANO PASSADO O FÓRUM LGBT, QUE POSSUI REPRESENTANTES DE VÁRIOS SEGMENTOS. COLOCO-ME A DISPOSIÇÃO PARA CONTRUÍRMOS UM DEBATE SÉRIO E COMPROMISSADO COM A MUDANÇA.
    GRANDE ABRAÇO. ] DIOVANI PIRES

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  2. Diovani, você tem algum e-mail para contato?

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