Há vinte anos, em 17 de Maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou a retirada do código 302.0, correspondente à homossexualidade, da Classificação Internacional de Doenças. Neste dia, a OMS declarou: “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio, nem perversão”. Essa nova classificação foi um marco para a conquista dos direitos LGBT e a luta contra a homofobia no mundo, uma vez que a homossexualidade era considerada doença desde 1948 pela instituição. Entretanto, apesar do reconhecimento pela OMS, ainda hoje pessoas de diversas orientações sexuais estão sujeitas ao preconceito irracional que leva ao medo e à aversão, os quais, conseqüentemente, desencadeiam atitudes discriminatórias (algumas vezes até mesmo violentas).
Em que pesem os avanços feitos no combate à homofobia e à transfobia e na participação d@s homossexuais na sociedade, a realidade das pessoas que fogem às normas impositivas da heterossexualidade ainda é marcada pela luta diária contra a discriminação, a humilhação e a violência homofóbicas, seja por parte do Estado, em seus seios familiares, na escola ou em vários outros de seus círculos de vivência. Isso, no propósito do Dia Internacional da Luta Contra a Homofobia, evidencia a necessidade de não somente se combater o preconceito homofóbico, mas também de se refletir sobre suas origens e de que forma ele é reproduzido.
A homofobia surge e se estabelece a partir da crença de que só existe uma única forma definitiva de se relacionar sexual e afetivamente, negando-se e marginalizando-se todas as outras formas possíveis de relação situadas fora da heterossexualidade, a qual seria natural e compulsória. Ainda segundo o pensamento homofóbico, as práticas sexuais de um indivíduo estariam diretamente ligadas a sua masculinidade ou feminilidade e, com base nisso, seria possível criar estereótipos cuja finalidade é categorizar e excluir.
Tais crenças estão profundamente arraigadas e institucionalizadas em nossa cultura e justamente por isso acabam sendo reproduzidas, em maior ou menor grau, em todas as instâncias de nossa vida social. Combater a homofobia, portanto, para além de leis e políticas afirmativas, significa rever a lógica social que a sustenta. Como cada um de nós, mesmo que inconscientemente, a reproduz e propaga. Significa refletirmos sobre como e porque aos homossexuais são negados os mesmos direitos do quais gozam @s heterossexuais. Significa pensar sobre a importância d@s homossexuais se manifestarem livremente e desafiarem as estruturas da ordem heteronormativa.
A universidade, enquanto local formador de conhecimento, opiniões e profissionais, que posteriormente terão grande influência na formação de nossa sociedade, tem papel fundamental no questionamento dessa lógica. O Coletivo LGBT da UFRGS, cumprindo com seu objetivo de combater a homofobia no ambiente universitário, propõe, nesse 17 de maio, que reflitamos sobre como podemos superar o desafio que representa a homofobia e sobre como devemos agir individualmente para eliminá-la.

Oi! como faço para falar com vocês?
ResponderExcluirquais são os contatos?
Olá, Letícia
ResponderExcluirVocê pode entrar em contato conosco pelo e-mail do Coletivo, coletivoglbtufrgs@gmail.com, ou por alguma de nossas plataformas virtuais, as quais você pode encontra aqui: http://www.ufrgs.br/coletivolgbt/
Olá!
ResponderExcluirEu, Euripedes Silvério, presidente da Associação da Parada de Goiás (APOGLBT-GO), solicito a gentileza de divulgar em seu blog o evento, conforme informações abaixo.
O flyer do evento (imagem) pode ser obtido no link:
http://2.bp.blogspot.com/_5DOWjpZLh6Q/TC3OZ6P7_NI/AAAAAAAAAAc/X0dIy_RxrBA/s1600/Panfleto+Parada+2010.jpg
Grato .
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XIV Parada LGBT de Goiânia
Dia: 05 de setembro 2010
A partir das 12:00 horas
Bosque Botafogo
Tema: “Nosso voto, nossa força. Por um Brasil sem homofobia”.
Atividades:
II Semana LGBT no SUS – de 30/08 a 03/09 – Postos de Saúde
Drag Cultura 2010 - 04/09 às 20:00 horas no Bosque Botafogo
Outras atividades como tarde cultural, oficinas, shows artísticos e seminários, com a participação de convidados de outros estados, ainda estão sendo discutidos e serão divulgados oportunamente.
Realização: Fórum de Transexuais de Goiás
Comissão Organizadora (ONGs): AFROLGBT, ALEGO (Associação de Lésbicas de Goiás), APOGLBT-GO (Associação da Parada do Orgulho GLBT de Goiás), ASTRAL-GO (Associação de Travestis do Estado de Goiás), Grupo Colcha de Retalhos (UFG), Flor de Lis (Trindade), Igreja I.R.I.S (Igreja Renovada Inclusiva para a Salvação) e Nação Maria Retalho.
Informações podem ser obtidas com a Presidente do Fórum de Transexuais, Beth Fernandes, pelo fone (62) 8419-2523.
Outros canais de comunicação:
E-mail: paradagoias@hotmail.com
Blog: www.paradagoias.blogspot.com
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Home.aspx?hl=pt-BR&tab=w0 (ou pesquise “parada goias”)
Twitter: @paradagoias
fale mais d como combater o preconceito sexual
ResponderExcluirGEnteeeeee é burrice fechar os olhos para issoooo! Pessoas do mundo inteiro sofrem por sentirem na pele a discriminação, e isso é existente desde os primordios da humanidade!!! Muitas pessoas já morreram pelas consequências da homofobia... Será q isso nunca vai mudar?? DEPENDE de quem?? TODOOOOOSSS,absolutamente todos deveriam juntar-se e QUEBRAR essa decadente forma de pensar que existe um único jeito de amar! É dever do meio acadêmico sim, de todas as universidades, e cursos... Deveriam abordar o assunto,fazer entender, instruir as pessoas leigas, pq ele está aí,faz parte da vida das pessoas, e não pode mais continuar assim... É Muito triste, é um sofriemnto muito grande para quem sofre essa agressão diária, de preconceitos e exclusão! Engraçado, antes nas antigas civilizaçoes, milhoes de anos A.C. a história era outra... Nossa,e como era outra...Será q um dia vamos voltar ao passado, e vivermos em paz?
ResponderExcluir.
¬¬'.
.
bjs
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